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Brighter Days Ahead (2025) - resenha

Brighter Days Ahead é um curta-metragem lançado em 28 de março de 2025 em apoio à versão homônima do deluxe do sétimo álbum de estúdio, eternal sunshine, da cantora americana Ariana Grande, que, aqui, faz sua estreia como diretora ao lado de seu colega Christian Breslauer.

A história começa com a versão idosa de Peaches, personagem de Grande na sala de espera da clínica fictícia Brighter Days Inc, um local destinado a pessoas que desejam apagar memórias indesejadas ou visitar memórias importantes. Peaches busca o segundo tipo de serviço.

Ao ser levada à sala onde o procedimento ocorre, a personagem tem quatro memórias ao seu dispor e ela opta por revisitar as quatro.

Em sua primeira visita, Peaches vê momentos passados com sua família ao som de intro (end of the world), música essa que traz uma atmosfera agradável para as cenas, trazidas de arquivos reais da família de Grande. Após ser revisada, a memória é destruída, como segue o protocolo da empresa.

Em sua segunda memória, vemos a versão jovem e cantora de Peaches interpretando as faixas eternal sunshine e dandelion.

Na terceira memória, o rumo da história fica ainda mais entusiasmante, pois Peaches visita suas memórias que foram apagadas anteriormente, ao som de twilight zone, como vimos no clipe de we can’t be friends (wait for you love), por consequência do procedimento anterior, a memória está corrompida, como reflete o ambiente em que ela e o personagem de Evan Peters viviam. Peaches, então, encontra um colar, que posteriormente vemos que é o mesmo que seu pai lhe deu quando ela era criança. A personagem ouve um barulho na área externa e vai até o seu encontro, ao som de supernatural, passando por um ambiente caótico, que reflete a melancolia de Peaches, e é abduzida por uma nave espacial, que serve como metáfora para o ponto extremamente crítico que a personagem estava passando.

Após a terceira memória ser destruída, somos inseridos à quarta, que mostra o pai da personagem em um bar, que ele costumava frequentar com a filha. O personagem interpretado por Edward Butera tem a ideia de recriar sua filha com órgãos e partes de seu corpo que foi dilacerado, como é dito na manchete de um jornal que está em sua sala na Brighter Days Inc. Após montar Peaches novamente, o doutor pensa que sua tentativa foi falha quando nota que a nova versão da filha não tem sinais vitais, porém, ao receber a energia do som de uma caixa de música guardada no cômodo, a jovem movimenta os dedos e o doutor tem a brilhante ideia de conectá-la com a energia do piano, que é muito importante para a relação do pai e da filha, o que faz com que ela ganhe vida novamente. Tudo isso ocorre ao som da maravilhosa faixa Hampstead, que termina de ser tocada com a versão ao vivo interpretada por Peaches e seu pai no bar.

A perspectiva volta para o presente, onde vemos a última memória ser destruída e uma cena posterior ao enquadramento do rosto crivelmente envelhecido de Peaches, de mais um arquivo trazido do mundo real, onde a personagem, ainda criança, diz que todos falam que devemos aproveitar nossos dias como se fossem o último, trazendo uma possível interpretação de que aquele fora o último dia dela e por isso ela escolheu revisitar suas memórias mais importantes, mesmo sabendo que elas seriam destruídas após o procedimento.

A ambientação, fotografia, roteiro, atuação, direção, figurino e trilha sonora do curta-metragem nos mostra a meticulosidade e genialidade de Grande, que a cada novo trabalho lançado se mostra como uma artista mais completa em sua excelência.
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