“Por algumas pessoas vale a pena derreter” (Olaf, FROZEN, 2013)
Em Frozen (2013), os diretores Chris Buck e Jennifer Lee trazem uma história muito diferente de outros contos de fadas de princesas.
No filme vencedor do Oscar de melhor filme de animação, vemos um enredo envolto na relação de duas irmãs, as princesas Elsa (Idina Menzel) e Anna (Kristen Bell), que eram melhores amigas até que um acidente envolvendo os poderes de Elsa acontece e muda o rumo da vida, não apenas das duas protagonistas, mas de todos em sua volta: os portões do reino são fechados e Elsa se isola.
Após mais um acidente, dessa vez envolvendo os monarcas, as irmãs se encontram mais sozinhas que nunca até que os portões do castelo se abrem para a coroação de Elsa, quando ela se torna maior de idade.
Anna, doce e expressiva, após crescer isolada busca por amor e encontra um noivo, Hans, príncipe das Ilhas do Sul (Santino Fontana), mas Elsa não apoia o casamento da irmã com o desconhecido e, por consequência, uma sequência intensa muda o rumo da história com a nova rainha, reservada e um tanto insegura por conta de seu segredo, revelando seus poderes e, posteriormente, sozinha, mostrando sua expressividade, contrastando com sua irmã que se revelou tão empolgada quando estava rodeada de pessoas.
Depois de uma série de aventuras com Kristoff (Jonathan Groff), o seu divertido companheiro de viagem, sua rena carismática, Sven e Olaf (Josh Gad), o boneco de neve icônico criado por ela e sua irmã, Anna tem um embate com a rainha e mais um acidente, dessa vez irrevogável através do fechamento de portas e portões, acontece. Em seguida, algumas reviravoltas nos trazem a resolução da história, com um plot twist e um final que aquece o coração.
Com cenas profundas e mágicas com apoio dos atos musicais, com destaque para a música Let it Go, ganhadora do Oscar de melhor música original, o filme nos mostra personagens vulneráveis e humanos, com problemas e imperfeitos, e, através do humor, drama e uma fotografia digna dos melhores elogios, Frozen nos mostra que há vários tipos de amor e que ele pode esquentar um coração congelado.
O filme belamente dirigido e escrito nos deixa uma mensagem clara: através da amizade e companheirismo, podemos nos tornar as melhores versões de nós mesmos, sem precisarmos nos esconder ou se afastar para sermos completos e firmes.
